segunda-feira, 31 de março de 2014

Papo Bom com Christian Chavéz.

O mexicano Christian Chavéz tem 31 anos de idade, é ator, compositor e cantor. Com 16 anos ele entrou para o Centro Educacional Artístico da Televisa, onde teve aulas de atuação e canto. Sua primeira grande oportunidade veio quando foi escalado para fazer parte do elenco da novela Clase 406. Com o fim de Clase 406, Christian foi convidado para fazer parte da novela Rebelde, onde alcançou sucesso mundial com o grupo musical RBD. Com o fim da novela Rebelde e a separação do RBD, Christian Chavéz iniciou sua carreira solo. Após o lançamento do seu primeiro álbum solo, Christian foi considerado uma das personalidades gays mais aclamadas pelo público jovem e alvo de muitas polêmicas. É com este homem cheio de talento e seguidores no mundo todo que teremos o papo bom de hoje.


RF: Qual foi a diferença para você entre a Turnê Libertad e as demais que você já fez?

CC: Desta vez era eu cantando sozinho no palco. Foi a primeira vez que fiz interpretações de canções brasileiras na minha lingua, e resgatei canções minhas que foram parar na internet, que os fãs conhecem bem, mas que não tinham ido para nenhum álbum.

RF: Você compõe as músicas que faz parte dos seus álbuns. De onde vem a inspiração?

CC: Eu penso que a inspiração chega em qualquer momento, você pode estar em casa, tomando banho, comendo com seus pais e de repente ela chega do nada, não é algo que se pode explicar e até mesmo controlar.

RF: Qual é o segredo por trás da música "Sexy Boy"?

CC: Eu vejo essa canção como uma crítica social para todos aqueles rapazes que são acostumados a ter tudo do jeito que eles querem, que são prioridades, que sempre estão mandando as pessoas fazerem as coisas por eles, que tem muita gente ao redor querendo agrada-los sempre. Essa música foi escrita por mim quando eu tinha 17 anos e usava aparelho nos dentes, era cheio de espinhas no rosto, e sempre que ia nos lugares era menos enxergado que os rapazes mais bonitos.

RF: O que você mais lembra da sua infância?
CC: De ir para fazenda da minha avó, subir nas arvores, e fazer brincadeiras com os meus amigos.

RF: Como é a sua relação com a sua família? 

CC: É excelente, sempre posso contar com eles, eles estão torcendo por mim sempre, sempre desejando o melhor para mim, eles são o meu alicerce. 

RF: Você é muito assediado nos shows que faz, tem garotos e garotas histéricas gritando o seu nome. Você se sente um homem mais sensual por isso?

CC: Um pouco, mas acho que todas as pessoas tem o seu lado sensual. A sensualidade faz parte do corpo, faz parte da essência do ser humano.

RF: Como o seu público reage ao fato de você ser homossexual?

CC: Acredite, a maioria das minhas fãs são mulheres, e isso é maravilhoso porque vejo que há uma geração que esta tendo uma forma de pensar mais inteligente e humanizada, que vê as pessoas pelo que elas são e não pela orientação sexual delas.

RF: Quais são seus ídolos brasileiros?

CC: Alexandre Pires, Ivete Sangalo, gosto muito do Roberto Carlos e do NX Zero.

RF: O que mais te encanta no Brasil?

CC: As pessoas. Os brasileiros são mais espiritualizados e mais apaixonados. É muito boa a energia que o povo brasileiro passa. O Brasil se tornou muito importante pra mim desde que o conheci e percebi esse amor que o povo de lá nos dá, essa recepcionalidade que é sempre tão boa.

RF: Porque você decidiu assumir a sua homossexualidade?

CC: É sempre bom sermos quem somos de verdade, não para que as pessoas saibam da nossa vida pessoal, mas para que elas se deem conta que há muitos gays no mundo e que estamos por todos os lados, que somos amigos, irmãos, colegas de trabalho, somos chefes, empregados, que não somos poucos, nem únicos, e somos como todo mundo, normais.

RF: Você se sentiu descriminado por ser homossexual?

CC: Sim, pelos meios de comunicação, houve uma época em que eu queria que estivessem falando do meu trabalho, mas quase não se via nada a respeito em nenhum lugar, em contra partida havia inúmeras reportagens falando sobre minha opção sexual, como se ser gay fosse o meu trabalho. Eu penso em evitar falar sobre minha vida pessoal, quero passar um tempo cuidando dos meus projetos para que as pessoas falem do Christian cantor, do Christian compositor, não da minha vida intima.

RF: Qual é o tipo de homem que te conquista?

CC: Os que são sinceros, eu acredito que a verdadeira beleza esta no coração, se ele não tiver um bom caráter a beleza física é nula para mim. 

RF:  O que você mudaria na sua vida e que momento você reviveria?

CC: Eu não mudaria nada, acredito que as coisas acontecem por um motivo e formam aquilo que somos. Agora um momento que eu reviveria, seria a primeira vez que cantei com o RBD no México, e nos surpreendemos com a multidão de pessoas que apareceu para nos ver. Foi mágico.

RF: Com qual artista brasileiro você gostaria de fazer um dueto?

CC: Com a Ivete Sangalo.

RF: Quando você vem ao Brasil, você costuma fazer compras? O que você lembra de ter comprado e que para você foi um bom investimento?

CC: Sim, sempre que tenho tempo acabo comprando alguma coisa em todos os lugares que passo. No Brasil a modelagem das calças jeans são diferentes das que encontro no México, aqui as calças masculinas estão vindo mais justas ao corpo, e dão aquela levantada na bunda, eu gosto e sempre que posso levo várias.

RF: Qual é o estilo de roupa que você costuma usar?
CC: Gosto de roupas que me deixem confortável, nada muito formal, sou mais casual, gosto de peças descontraídas.

RF:  Você sofreu uma agressão domiciliar por parte do seu ex-namorado, com quem morou junto por um tempo. Quando você o levou para sua casa, você imaginou que isso pudesse acontecer?

CC: O meu ex-companheiro sempre foi muito agressivo, eu o amava e relevava muita coisa. Tudo começou com o tom de voz dele que ia sempre aumentando toda vez que tínhamos alguma discussão, mas eu nunca cheguei a pensar que as agressões fossem se tornar físicas.

RF: Ele era muito ciumento? Como ele reagia ao fato de você ser uma pessoa pública, que viaja, faz shows e é assediado por milhões de fãs?

CC: Ele não aceitava, ele não confiava em mim, dava crises de ciumes e me atacava pelo twitter me ofendendo, fazendo com que os meus fãs tivessem acesso aos absurdos que ele pensava de mim. Outras vezes ele escondia os meus documentos para que eu não pudesse viajar, em outras sumia com meu celular onde tenho o contato de todas as pessoas que trabalham comigo para que eu ficasse em casa e não fizesse o que eu precisava.

RF: Que conselho você pode dar para as pessoas que estão passando pelo mesmo problema que você passou?

CC: Que sem amem mais, que não se calem perante a uma agressão, e que não se permitam passar por isso, que busquem amparo nas leis e se afastem deste tipo de pessoa.

RF: Fim do escândalo, fase já superada. Para finalizar o nosso papo bom de hoje e matar a curiosidade, tem projeto musical novo vindo por ai?

CC: Sim, em breve chega novidade. Estou compondo algumas músicas, indo a estúdios gravar algumas canções e fazer experimentos sonoros que poderão estar em um novo material. Assim que tudo estiver quase finalizado eu conto do que se trata pelas redes sociais, é algo que tenho feito com muito amor para todos os meus fãs e pessoas que admiram o meu trabalho.

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